Agência ou Gestor de Tráfego Interno
A decisão costuma ser tomada pelo lado errado da conta. Compara-se o salário de um gestor com o honorário de uma agência, o salário parece menor, e a escolha se resolve ali.
Só que os dois números não medem a mesma coisa. Um é o custo de uma pessoa. O outro é o custo de um time.

A conta que ninguém faz
Um gestor de tráfego contratado no regime CLT custa bem mais que o salário. Encargos, férias proporcionais, décimo terceiro e benefícios costumam somar entre 60% e 80% sobre o valor combinado, dependendo do enquadramento.
A isso se acrescenta o que não aparece na folha. Computador, ferramentas pagas, cursos e o tempo de alguém para gerenciar essa pessoa. Também entra o custo de contratar errado, que num cargo técnico raramente sai barato.
Uma agência com honorário mensal fixo tem outro perfil de custo. Não há encargo, não há rescisão, e o valor é previsível. Em compensação, você divide a atenção do time com outros clientes e não manda no dia a dia dele.
A pergunta útil não é qual custa menos. É qual entrega mais pelo que você pode pagar hoje, com o volume que você tem hoje.
Uma pessoa não é um time
Tráfego pago juntou funções que antes eram separadas. Quem opera precisa entender de estratégia, escrever anúncio, produzir imagem e vídeo, montar página, ler dado e conversar com o comercial.
Encontrar tudo isso numa pessoa só é raro, e quando existe, custa caro. O mais comum é contratar alguém forte em operação e descobrir que a parte criativa fica descoberta, ou o contrário.
Agência resolve isso por divisão de trabalho. Quem escreve não é quem opera, quem faz arte não é quem analisa. Para operação pequena, essa divisão é a principal vantagem prática.
Também há a questão do repertório. Um gestor interno vê uma conta, todo dia. Uma agência vê dezenas de contas em setores diferentes, e o que funcionou numa costuma antecipar o que vai funcionar em outra.
Quando o interno compensa
Existe um ponto em que trazer para dentro passa a fazer sentido, e ele tem a ver com volume e complexidade.
Verba alta é o primeiro sinal. Quando o investimento mensal em mídia cresce muito, o percentual que a agência cobraria já paga um salário, e a dedicação exclusiva passa a render mais que a divisão de atenção.
Operação com muita particularidade é o segundo. Estoque que muda todo dia, catálogo grande, integração com sistema próprio ou regra comercial complexa exigem alguém dentro de casa, com acesso e contexto.
Velocidade é o terceiro. Empresa que precisa mudar campanha no mesmo dia, várias vezes por semana, sofre com qualquer intermediário — por melhor que ele seja.
E há o caso do conhecimento estratégico. Quando o tráfego é o coração do negócio, faz sentido que o aprendizado fique dentro da empresa em vez de morar em um fornecedor.

Quando a agência compensa
Para a maior parte das pequenas e médias empresas, a agência sai na frente por um motivo simples: o volume não justifica uma pessoa dedicada.
Quem investe alguns milhares por mês em mídia não tem trabalho para ocupar quarenta horas semanais de um especialista. O gestor interno acaba fazendo outras coisas, e o tráfego vira uma tarefa entre tantas.
Também pesa a continuidade. Gestor interno tira férias, fica doente e pede demissão, e a conta fica parada. Agência tem substituto, mesmo que não seja o ideal.
E existe o começo. Empresa que ainda não sabe se tráfego pago funciona para ela não deveria descobrir isso com uma contratação de carteira assinada.
O modelo que quase ninguém considera
Há um terceiro caminho, e ele resolve boa parte dos casos intermediários.
Alguém de dentro assume a parte que exige contexto — briefing, oferta, retorno sobre a qualidade do contato, alinhamento com o comercial. A agência assume a parte técnica e criativa.
Funciona bem porque separa o que é insubstituível do que é especializado. Ninguém de fora conhece seu cliente como você; ninguém de dentro acompanha mudança de plataforma como quem faz isso o dia inteiro.
Esse arranjo também prepara a transição. Se um dia a operação crescer a ponto de justificar time próprio, a pessoa de dentro já entende o suficiente para conduzir.
O erro que aparece nos dois modelos
Contratar e sumir é o erro mais caro, e ele acontece igual com agência e com gestor interno.
Campanha depende de informação que só o negócio tem. Qual contato virou cliente, qual produto tem margem, qual cliente deu problema, o que o vendedor ouve no telefone. Sem esse retorno, qualquer um dos dois otimiza no escuro e a campanha fica boa em gerar contato barato, não cliente.
A pergunta de decisão, no fim, é menos sobre o modelo e mais sobre disponibilidade. Quem vai passar essa informação, e com que frequência?
Se a resposta for "ninguém", nem agência nem gestor interno vão resolver.
Como fazer a transição sem perder terreno
Empresa que decide trocar de modelo costuma perder alguns meses de resultado por falta de combinação prévia.
O primeiro cuidado é a conta de anúncios. Ela precisa estar no nome da sua empresa antes da troca, com a agência como convidada. Se estiver do outro lado, o histórico não vai junto e a campanha nova recomeça do zero.
O segundo é sobrepor os períodos. Duas ou três semanas com o time antigo ainda disponível para dúvidas evitam a maior parte dos tropeços, e custam pouco perto do que custa uma conta parada.
O terceiro é levar o contexto, não só os acessos. O que já foi testado e não funcionou vale tanto quanto o que está rodando. Sem isso, o time novo repete os mesmos testes e gasta a mesma verba de novo.
Vale pedir, antes da saída, um documento simples: o que está ativo, o que foi testado, o que foi descartado e por quê.
Perguntas frequentes
Quanto custa um gestor de tráfego interno? O salário varia bastante por região e experiência. O que costuma surpreender são os encargos, que somam entre 60% e 80% sobre ele, mais ferramentas e treinamento.
Posso começar com agência e trazer para dentro depois? Pode, e é o caminho mais comum. Exige que a conta de anúncios esteja no nome da sua empresa, senão o histórico não vai junto.
Agência atende quantos clientes ao mesmo tempo? Varia muito, e é uma pergunta justa de fazer antes de contratar. Vale perguntar também quantas contas ficam com a pessoa que vai operar a sua.
Freelancer é meio-termo? Pode ser, com as vantagens e os riscos do modelo: custo menor que agência, e dependência total de uma pessoa que pode sumir.
Onde a Agência VTP entra
A Agência VTP fica em Porto Alegre e atende empresas no Rio Grande do Sul e fora dele. Somos certificados Google Partner e usamos um sistema próprio de inteligência artificial no acompanhamento das campanhas.
A conta de anúncios fica sempre no nome do cliente, o que mantém a porta aberta caso um dia faça sentido trazer a operação para dentro. Não trabalhamos com fidelidade em contrato, e a primeira conversa é direto com um estrategista sênior.
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Falar com um EstrategistaVeja também: gestão de Google Ads em Porto Alegre · Meta Ads em Porto Alegre · consultoria de tráfego pago