Quem pergunta quanto custa tráfego pago em Porto Alegre costuma receber respostas que não se comparam. Uma agência fala só da mensalidade, outra soma a verba. Quase ninguém lembra do imposto que chega na fatura da Meta.
A conta do caixa tem três partes, e este guia junta todas em reais. Os preços de gestão vêm de uma amostra pequena de páginas públicas, conferidas em setembro de 2026. Servem para calibrar a expectativa. Não descrevem o mercado inteiro da cidade.
Resumo em reais do que sai do caixa por mês
| Parte da conta | Quanto | Quem recebe |
|---|---|---|
| Gestão | pisos de R$ 500 a R$ 3.000 na amostra | a agência |
| Verba de anúncio | depende do segmento e do raio | Google e Meta |
| Imposto na Meta | cerca de 14% a mais no cartão | a Meta |
A linha do imposto merece atenção. Segundo a Central de Ajuda da Meta para Empresas, desde 1º de janeiro de 2026 a Meta repassa PIS/COFINS de 9,25% e ISS de 2,9% no preço dos anúncios faturados pela empresa brasileira dela. No cartão ou no faturamento mensal, R$ 100 de orçamento viram R$ 113,83 cobrados. Parte pode virar crédito fiscal. Depende do regime da empresa.
A cobrança da gestão pode ser fixa, por porcentagem da verba ou mista, como explica o guia sobre quanto custa contratar uma agência de tráfego pago.
O preço que algumas agências publicam para a cidade
Conferimos as páginas de agência que aparecem na busca por preço de anúncio em Porto Alegre. A maioria não mostra valor e pede contato. Três mostram um número.
Uma cobra gestão a partir de R$ 500 por mês, só para o Google, com a verba à parte. Outra informa gestão a partir de R$ 1.997 mensais, também sem a verba. A terceira pede no mÃnimo R$ 3.000 de gestão e mais R$ 3.000 de verba.
Um detalhe muda a leitura. As três vendem para o paÃs inteiro e mantêm páginas quase iguais para outras cidades. Em pelo menos duas, o valor se repete nessas páginas.
Por isso a amostra não bate com a faixa de R$ 800 a R$ 3.500 do nosso guia nacional. Os escopos também diferem. Uma cobre só o Google; as outras, Google e Meta.

O que muda o preço de uma empresa para outra
A mensalidade sobe com o trabalho, não com o endereço. Cada canal a mais pede campanhas e acompanhamento próprios. Anunciar só na pesquisa do Google é um escopo. Somar Instagram e Facebook, com peças novas todo mês, é outro.
Criativos pesam bastante. Algumas agências incluem as peças na mensalidade, outras cobram cada arte ou vÃdeo. O relatório também entra, porque reunião semanal dá mais trabalho do que um resumo mensal.
Se o atendimento passa por um sistema ligado ao WhatsApp, some também a cobrança das mensagens do WhatsApp para empresas. Ela não costuma entrar na proposta.
A verba de anúncio e o que define o mÃnimo
Não existe verba mÃnima universal. O dinheiro precisa trazer contatos suficientes para você julgar a campanha.
Segmento e raio pesam mais do que a cidade. Uma clÃnica de estética costuma disputar a mesma busca com muito mais empresas do que um chaveiro de bairro. E anunciar para a cidade inteira pede mais verba do que falar com três bairros.
Um número ajuda a calibrar. A Reportei, empresa que vende ferramenta de relatórios, pesquisou profissionais de tráfego. Segundo reportagem da CartaCapital, cerca de 65% dos clientes deles investem até R$ 5 mil por mês. A matéria não diz quantas pessoas responderam.
Para empresa pequena, o raciocÃnio completo está em quanto investir sendo pequena empresa.

Três exemplos hipotéticos de orçamento mensal
Os números abaixo são exemplos hipotéticos, só para mostrar a soma. Não dizem nada sobre clique, contato ou retorno. O imposto segue a tabela da Meta. Na parte do Google, a soma usa só o orçamento; confira a fatura com o contador.
Serviço de bairro (hipotético). R$ 1.000 de verba só na Meta, no cartão, que com imposto viram R$ 1.138,30. Com gestão de R$ 500, o mês fecha em R$ 1.638,30.
ClÃnica (hipotética). R$ 2.000 no Google e R$ 1.000 na Meta, que com imposto viram R$ 1.138,30. Com gestão de R$ 2.000, o mês soma R$ 5.138,30.
Loja virtual (hipotética). R$ 3.000 no Google e R$ 2.000 na Meta, que com imposto viram R$ 2.276,61. Com gestão de R$ 3.000, o mês chega a R$ 8.276,61.
No primeiro exemplo, a gestão é quase um terço do mês. Com verba menor, esse peso cresce.

Perguntas frequentes
Existe preço tabelado de tráfego pago em Porto Alegre? Não. Numa amostra de três páginas de agência voltadas à cidade, a gestão começa em R$ 500, R$ 1.997 e R$ 3.000 por mês, sem contar a verba. A maioria das agências não publica preço.
Por que os preços publicados variam tanto? Porque cada página cobre um escopo diferente de canais, campanhas, criativos e relatório. Algumas agências também usam a mesma página, com o mesmo preço, para várias cidades.
Quanto de verba separar por mês? Não há mÃnimo único, porque depende do segmento e do raio. Numa pesquisa da Reportei com profissionais de tráfego, 65% dos clientes investem até R$ 5 mil por mês.
A VTP exige fidelidade? Não. O contrato pode ser encerrado com aviso prévio de 30 dias.
O que entra na conversa de preço com a agência
Antes de comparar valores, pergunte de quem deve ser a conta de anúncio. O certo é ficar no nome da sua empresa. Pensa em contratar alguém? O site de vagas Jooble mostra média salarial de R$ 3.922 por mês para gestor de tráfego pago em Porto Alegre. A conta completa está em agência ou gestor de tráfego interno.
Na VTP, agência de tráfego pago em Porto Alegre, o preço da gestão sai depois de uma conversa sobre o seu segmento, e o contrato não prende você por fidelidade. Quem quiser chegar nessa conversa com a conta adiantada pode olhar como funcionam os planos de gestão.
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